quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Demónios!


Demónios!

Quem São?
Demónios!
A leste do Paraíso
Entre caminhos e consciências,
Entre pecados e vivências!
Demências! Certezas,
Proezas e maledicências. Demónios!
Carregam a mente de insónia! Atónita!
Uma corrente de sangue puro. Duro!
Que bate e quebra o muro. Demónios!
De virtudes insatisfeitos,
Zombam-nos os preconceitos!
Demónios!
Fecham a luz da Realidade,
Tiram-nos a moralidade,
Subestimam-nos a lealdade,
Mostram-nos a outra verdade!
Demónios!
Quem São?

Todos Nós! 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Olhar

Sentei-me no teu Olhar,
Imaginei-te quase nua!
Tom brilhante e sabor  mar,
Bem desenhado pelo traço da pintura!

Duro, terno e de cor avelã,
Apaixona-me a cada instante!
Faz-me querer o Amanhã,
É intenso, quente mas relaxante!

Perdido nele permaneço.
É labirinto de caminhos sem fim!
Não desisto! Cedo! Adormeço,
Nesse Olhar que é só para mim!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Aquele Grito!

Aquele Grito...

(que dás)

De Amor e de Loucura,
De Prazer e de frescura,
De Felicidade e amargura,
De brutalidade e ternura,
De sombra fria e escura,
De voz gélida e madura,
De alimento e de secura,
De algo, que bom augura,
De sentimento que perdura,
De doença boa, mas sem cura,
De bala que não entra, mas perfura,
Do meu capaz, à tua altura,
Da tua confiança cega e segura,
À minha verdade crua e dura..

Teu pensamento fica infinito,
N'aquele Grito!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Um café!

Que imagem é aquela!
Que se esfuma pelos caminhos.
Que se derrete como vela,
que me deixa a sós com ela,
que nos põe ali sozinhos!

É retrato do que não vejo.
É a palavra do que não sinto.
É fantasia, monotonia, é bocejo.
É algo que não quero mas desejo.
É caminho fácil, onde minto!

Pode ser uma mudança.
Pode ser aquilo que não é.
Pode ser uma esperança.
Pode ser a tua lembrança.
Poder ser a Lua, o teu cheiro, um café...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Mais ninguém

À distância do olhar,
Sente-se o medo por dentro.
Ao ver-te assim chegar,
Longe do sentimento.

Perante a mera ousadia,
Nada sai do seu lugar,
Nem aquilo que sentia
Nem o Sol, nem a Chuva, só o Luar!

"O tempo corre incerto,
Nas asas do teu olhar.
Não quero o que é correcto
Tenho medo de falhar!"

O que fizemos não volta atrás..
O que fazemos, tem de ser feito.
Do Amanhã somos capaz..
Promessas de mão ao peito!

É melodia, é querer
É a chuva do Inverno,
É mão cheia de nada
É amor de tempo Moderno!

No final tudo é em vão?!
A promessa foi quebrada.
É saber como dói um Não.
É saber que sofremos com nada!

Com a paciência do teu saber
Aprendo a ser outro alguém,
Choro lágrimas de prazer,
Sou Eu, e mais ninguém!

domingo, 11 de novembro de 2007

Hoje também houve um Mas..

Hoje sinto-me quente,
Mas frio por dentro.
Hoje quis ser feliz e cntente,
Mas sem viver o momento.

Hoje quis ser tudo,
Mas sem nada querer.
Hoje o barulho foi mudo,
Mas o silencio fez-me perceber..

Hoje não quis ser visto,
Mas gostava de te poder ver.
Hoje queria estar "despido",
Mas não o pude fazer.

Hoje o preconceito persiste,
Mas a sociedade não recrimina.
Hoje o mundo não insiste,
Mas quem é que o determina?

Hoje essa esfera parou,
Mas tudo girou à minha volta.
Hoje nada se alterou,
Mas deixei pensamentos à solta.

Hoje vi o mundo assim,
Mas amanhã vai ser diferente.
Hoje vivi dentro de mim,
Mas nunca vivi intensamente.